Da equipe montada pelo Baltimore Ravens em 1996, apenas um jogador segue no time. Selecionado na primeira rodada do Draft daquele ano, na 26ª escolha, o linebacker Ray Lewis se transformou no rosto da organização. Depois de 17 anos na NFL, ele vai se despedir da liga no dia 3 de fevereiro no melhor palco possível: o Super Bowl.
Esta será a segunda participação do jogador em um Super Bowl. Na outra vez, em janeiro de 2001, terminou com o título e foi eleito o MVP da decisão com cinco tackles e quatro passes bloqueados, se tornando apenas o segundo linebacker a conseguir o prêmio (o outro foi Chuck Howley, no Super Bowl V).
Lewis é um dos jogadores mais respeitados da NFL, mas também já teve sua cota de problemas. Em janeiro de 2000, o jogador se envolveu em uma briga que resultou na morte de dois homens (Jacinth Baker e Richar Lollar). O linebacker e mais duas pessoas (Reginald Oakley e Joseph Sweeting) foram indiciados por assassinato, mas o atleta chegou a um acordo, testemunhou contra os dois outros acusados e foi julgado apenas por obstrução de justiça e multado em US$ 250 mil pela NFL.
Mas, apesar do problema legal, Ray Lewis se tornou uma das grandes referências do futebol americano, não só dentro de campo. Além de sua habilidade, o linebacker se destacou por seu poder de motivação e sua oratória. A internet está recheada de vídeos de seus discursos e um deles virou abertura do jogo de videogame Madden 2013 (veja no vídeo ao lado). Como escreveu Dan Hanzus, da NFL.com, “tudo que Ray Lewis fala soa como o discurso final de seu filme de esportes favorito”. Por essa capacidade, ele já teria um acerto para trabalhar em uma emissora americana de televisão após sua aposentadoria dos gramados.
Quer saber o que o multicampeão olímpico Michael Phelps, torcedor do Baltimore Ravens e amigo pessoal de Lewis, pensa sobre o jogador? De acordo com o nadador, suas 22 medalhas olímpicas não seriam possíveis sem a ajuda do linebacker.
Ray Lewis tem seis filhos: Ray III, Diaymon, Rashaan, Rayshad, Ralin e Kaitlin.