Um fim domingo e dois jogos ainda separam o fã da NFL de conhecer quem estrelará o jogo mais importante do esporte norte-americano. Sabemos que de um lado estará o vencedor de Baltimore Ravens e New England Patriots. Do outro, Atlanta Falcons ou San Francisco 49ers. Claro que cada um tem a própria preferência sobre o jogo que quer ver e possíveis confrontos são mais interessantes que outros, mas não dá para negar que em qualquer uma das quatro combinações teremos grandes histórias.
O HarBowl
Há anos, o sonho é ver os irmãos Manning frente a frente. Mas Indianapolis Colts e New York Giants nunca chegaram a uma final de NFL. Este ano, o Giants caiu na temporada regular e Denver foi derrotado por Baltimore. Não teremos os Manning quarterbacks no Super Bowl, mas outros irmãos podem estar na festa do dia 3 de fevereiro.
Eles não são quarterbacks, mas ocupam cargos importantes em San Francisco e Baltimore. John Harbaugh é o head coach do Ravens. Jim Harbaugh comanda o 49ers. Dois treinadores conhecidos pela energia na sideline e por transformarem os times que assumiram. Jim pegou um bagunçado San Francisco e elevou a equipe da Califórnia a uma das potências na NFL. O outro fez um time começar a vencer jogos não apenas com a defesa, mas também com o ataque.
O encontro dos Harbaugh na final seria um prato cheio para a imprensa. Só se falaria nisso por toda a semana. Os dois iriam conseguir manter o foco? Como seriam as entrevistas com os familiares? E a pergunta principal: por quem a família torceria?
Um currículo ainda mais impressionante
Tom Brady pode chegar ao sexto Super Bowl na carreira e tornar-se o quarterback titular que mais vezes jogou uma final de NFL. O quarterback já superou no último jogo a marca de Joe Montana. Brady chegou à marca de 17 vitórias de playoffs na carreira. A marca de mais touchdowns lançados em pós-temporadas também está próxima. Com 40, faltam seis para ultrapassar o recorde histórico de Brett Favre.
O título do Super Bowl XLVII seria o quarto de Tom Brady. O quarterback tornaria-se o maior campeão da história. Seria dar mais argumentos aos que já acham que Tom Brady é o maior jogador que a NFL já viu em pós-temporadas. Seria motivo até de, quem sabe, considerá-lo o maior de todos os tempos. O que mais impressiona é que o jogador tem 35 anos e não dá o mínimo sinal de que está perto de parar de lançar a bola oval.
Um inédito quarterback campeão
Joe Flacco e Matt Ryan são figurinhas carimbadas nos playoffs, mas nunca chegaram a um Super Bowl. Sempre morreram na praia e até hoje muitos torcem o nariz quando um dos dois é citados como jogadores que pertencem ao alto escalão da NFL. Já Colin Kaepernick assumui o time na metade da temporada e pode levar logo de cara o 49ers à final. E não como coadjuvante, mas sim, protagonista.
Se o New England Patriots não chegar ao Super Bowl, teremos obrigatoriamente um novo campeão. E um campeão que não havia chegado nunca ao jogo que para a América. Outra história interessante. A vitória da juventude e a prova de que a NFL é uma liga que dá espaço aos mais novos e que está em constante movimento e renovação.
Aposentadoria no auge
Semana após semana a mídia dá como o "último jogo da carreira de Ray Lewis". O linebacker lendário já confirmou que esta é a última temporada como jogador da NFL. 17 temporadas depois da estreia na Liga, é notável e, ao mesmo tempo, estimulante ver que Ray Lewis ainda é um menino dentro de campo. A garra, vontade e animação do jogador são contagiantes.
E apesar de soar clichê, de fato, é uma motivação a mais. Baltimore chegou em baixa e hoje é um dos times mais quentes em toda a NFL. O chamado fio desencapado. Não tem medo de arriscar e a alegria de Ray Lewis dentro de campo é irradiada para os companheiros de equipe. Perdendo ou ganhando, ver Ray Lewis deixar a NFL seria um lindo desfecho e um incrível ponto final na genial carreira do linebacker.